Esta foi a primeira ilha do arquipélago a ser descoberta, segundo vários historiadores
Vista do Miradouro de Santa Iria, na costa norte de São Miguel
Serra do Cume na ilha Terceira
Ilhéu de Baixo, refúgio de aves marinhas
Fajã da Caldeira do Santo Cristo na ilha de São Jorge
Vulcão dos Capelinhos - Esteve em actividade durante um ano, que deu ao Faial mais 2,4 km2 de terra
Montanha do Pico, montanha mais alta de Portugal, com 2351m de altitude
Lagoas Negra e Comprida na ilha das Flores
Ilha do Corvo vista da ilha das Flores

Nove ilhas esculpidas pela Natureza no azul do Atlântico

Unidas num arquipélago, cada ilha açoriana tem uma identidade própria. Ao mesmo tempo que comungam extraordinários legados da Natureza, revelam traços singulares nas paisagens, tradições, gastronomia ou arquitectura. Faltam palavras para classificar e enunciar os encantos destas nove ilhas carismáticas. Esculpidas por vulcões milenares e povoadas ao longo de séculos por gente corajosa e amável, os Açores são um local de muitas e variadas experiências e emoções.

Geografia

Os sistemas de posicionamento encontram as 9 ilhas dos Açores em pleno Atlântico Norte, dispersas ao longo de uma faixa com cerca de 600 km de extensão de Santa Maria ao Corvo e sensivelmente entre 37° e 40° de latitude norte e 25° e 31° de longitude oeste. Residem 244 780 pessoas (dados de 2008) neste território insular de 2 325 km2, que está a uma distância de 1 600 km do continente europeu e 3 400 km do continente norte-americano.

História

No plano lendário, há quem pretenda associar os Açores à Atlântida, mítico reino insular citado por Platão. Já num plano histórico, encontram-se alusões a nove ilhas em posições aproximadas das açorianas no oceano Atlântico, em livros e mapas cartográficos desde meados do século XIV. Mas é com a epopeia marítima portuguesa, liderada pelo Infante D. Henrique, que os Açores entram de forma definitiva no mapa da Europa. Desconhece-se se terá sido Diogo de Silves, em 1427, ou Gonçalo Velho Cabral, em 1431, o primeiro navegador a atingir o arquipélago. A origem do nome Açores é igualmente ponto de várias teorias. A mais divulgada associa a designação aos milhafres encontrados, então confundidos com outra ave de rapina: o açor. Certo é que o Infante D. Henrique impulsiona a humanização das ilhas. Primeiro com o lançar de animais, entre 1431 e 1432, depois pelo envio de colonos, a partir de 1439.

Desde então, o povoamento estende-se ao longo dos séculos XV (grupos oriental e central) e XVI (grupo ocidental). Judeus, mouros, flamengos, genoveses, ingleses, franceses e escravos africanos unem-se à gente de Portugal Continental para enfrentar os duros obstáculos da tarefa.

A empreitada épica forja um povo que, ao longo de séculos, resiste a erupções vulcânicas e terramotos, isolamento, invasões de piratas, guerras políticas, doenças infestantes. A resistência ao domínio espanhol na crise de sucessão dinástica de 1580 e o apoio à causa liberal na guerra civil (1828-1834) são reveladores da coragem dos açorianos. Já no século XX, esta bravura sobrevive na epopeia baleeira, quando os homens se lançam em pequenos botes de madeira para o confronto no imenso mar azul com os cachalotes agigantados.

Clima

O clima dos Açores é caracterizado por temperaturas amenas, elevados índices de humidade e chuvas regulares. No Inverno, ventos vigorosos rondam o arquipélago, agitam o mar e purificam o ar. A temperatura média mantém-se nuns generosos 14° C, que não impedem a formação de neve no topo da Montanha do Pico, dados os seus 2350 m de altitude máxima. Os períodos de chuva, embora frequentes, costumam ser passageiros. O Verão é suave e ensolarado, com o termómetro a rondar os 24° C. A água do mar mantém-se numa temperatura convidativa, entre os 17° C e os 23° C.

Caldeira de água a ferver nas FurnasImagem aérea do porto da Caloura com lindo tempo e água limpaEstrada secundária com a montanha do pico no horizonte