É possível observar cetáceos durante todo o ano, devido ao grande número de espécies existente nas águas do arquipélago. Para além das comunidades residentes como os golfinhos comuns e roazes, com quem é possível nadar, há baleias que utilizam os Açores como rota de migração. Os golfinhos pintados são mais frequentes no Verão. A baleia azul pode ser avistada com facilidade nos finais do Inverno. Cachalotes, baleias sardinheira e de barba são frequentes no Verão. Uma coisa é garantida: seja qual for a estação do ano, há sempre descobertas a fazer.
Não há idade limite para poder apreciar esta autêntica dádiva da Natureza. Tendo em conta que cada saída para o mar tem uma duração aproximada de três horas, a idade mínima recomendada é de cinco anos. Um mar em boas condições para um adulto pode, por vezes, ser difícil de suportar por uma criança ainda muito pequena.
A máquina fotográfica é imprescindível. Na observação de cetáceos há momentos que só acontecem uma vez na vida. O registo em imagem é essencial para auxiliar a memória de um encontro único. Para quem não esteja habituado a navegar, a tomada de um comprimido anti-enjoo antes de embarcar pode ser uma forma de garantir que a jornada seja sempre agradável. Deve levar-se água e alimentos leves, como fruta, sandes ou barras energéticas.
É raro não haver avistamento. Em 98 por cento das saídas são observadas baleias ou golfinhos, seja qual for a época do ano. O nível de confiança nestes encontros com seres marinhos é de tal ordem elevado que alguns operadores comprometem-se a devolver o dinheiro do bilhete, se de facto não forem avistados golfinhos ou baleias.
Quando não estão reunidas as condições ideais de mar, as saídas para o mar podem ser adiadas ou canceladas. Nada de desânimo. Em terra, pode-se saber mais sobre a rica história açoriana relacionada com a baleia. Há vários museus e centros de interpretação, principalmente nas ilhas do Pico e do Faial, que servem de interessante e cativante guarida.
Outra hipótese é visitar as vigias da baleia espalhadas em pontos estratégicos das várias ilhas. Parte destas casotas que serviram a frota da caça à baleia foi recuperada e, hoje em dia, acolhem de novo olhos treinados a perscrutar o horizonte em busca de cetáceos. Na generalidade, as vigias situam-se em locais costeiros com panorâmicas surpreendentes.